Surto de diarréia em São Paulo
Saiba como evitar e o que fazer se a criança apresentar desconfortos gastrointestinais
Ana Paula Pontes e Malu Echeverria
Saiba como evitar e o que fazer se a criança apresentar desconfortos gastrointestinais
Ana Paula Pontes e Malu Echeverria

“As viroses podem ser provocadas pela ingestão de alimentos (de origem duvidosa ou mal conservados) ou água contaminada, tanto da praia ou da piscina quanto da torneira”, diz a pediatra Tânia Shimoda, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo. A doença também é transmitida pelo contato direto e indireto com pessoas e objetos."Caso a mãe, ao trocar uma criança doente, esqueça de lavar as mãos e a leve à boca, por exemplo, também pode ser contaminada", diz o pediatra infectologista Marco Aurélio Sáfadi, do Hospital e Maternidade São Luiz. A transmissão via aérea, como acontece com a gripe, é pouco provável. Os sintomas mais comuns das viroses são náuseas, diarréias, vômitos, cólica abdominal e febre (nas crianças).
A Vigilância Sanitária recolheu amostras de água das praias que registraram o maior número de casos, que foram enviadas para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Mas o resultado dos exames só deve ficar pronto em 10 dias. Em nota, a Sabesp, companhia responsável pelo saneamento básico no Estado, afirmou que a água fornecida à população do Guarujá é potável e, portanto, não oferece riscos. Como a população da cidade passou de 300 mil para 1 milhão desde o início do verão, a prefeitura afirma que esse tipo de problema é comum em temporadas. Outra possível causa são as chuvas intensas em todo o Estado: muito material acaba indo para o mar e para os rios, como lixos, dejetos de animais silvestres, e a água é contaminada. Por isso, no litoral, é preciso ficar atento às bandeiras da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb), que avalia a qualidade da água para banho.
Existe, ainda, a possibilidade de que os agentes causadores do surto de diarréia sejam bactérias. Mas seja qual for o vilão da história, segundo o infectologista Sáfadi, as medidas de prevenção e os cuidados com as crianças doentes são semelhantes. Não compre salgados ou doces vendidos por ambulantes nas praias e opte por alimentos pouco gordurosos e naturais. Evite ainda que a criança fique muito tempo sob o sol. Como não há confirmação se a água potável também está contaminada, melhor ferve-la ou ingerir apenas a mineral (de garrafa) tanto para o preparo de refeições, quanto para lavar frutas, fazer sucos e mamadeiras. Qualquer sinal de mal-estar da criança, como dor abdominal e falta de apetite, deve ser investigada por um profissional. Se o Pronto-Socorro estiver lotado, como tem acontecido nos últimos dias na região, entre em contato com o seu pediatra. “Ele deve indicar medicamentos para controlar os sintomas e soro para combater a desidratação”, diz Tânia. A versão caseira do soro [1 copo de água para 1 colher (sopa) de açúcar e 1 colher (sobremesa) de sal] é uma boa opção, mas deve ser dada aos poucos.
Fonte: site revista crescer
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